Curadoria, processo de seleção e produção foram discutidos em mais uma ação do AbriU Dança

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Dando continuidade à programação da 6ª edição do AbriU Dança na Bahia, foi realizada na última segunda-feira (3/4), no espaço Xisto, uma roda de diálogos temáticos sobre  Produção em Dança, Curadoria e Processo de Seleção.

O evento reuniu bailarinos, estudantes e  produtores que tiveram a oportunidade de dialogar com renomados profissionais da área. O pesquisador, curador, mestre em artes cênicas, Felipe Assis. A coreógrafa, gestora cultural e fundadora do núcleo Viladança, Cristina Castro. A diretora da escola contemporânea de dança, especialista em dança moderna e coreografia, Fatima Suarez. O produtor cultural e diretor da escola de dança da Funceb, Jacson do Espirito Santo e a artista e curadora de dança, mestra em cultura e sociedade, Nirlyn Seijas.

Os convidados debateram sobre a importância das ações curatoriais dentro de um  projeto. Para Nirlyn Seijas, a relação entre as obras é muito importante. “Para mim a curadoria é olhar para as obras de artes e pensar como aquelas obras  se comunicam entre elas,  para propor um tipo de conhecimento que vai para o público: os testemunhos, que tipo de sentido eu quero que as pessoas que vão assistir o que estou fazendo tenham”, explicou Nirlyn Seijas.

O Co-criador do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (Fiac Bahia), Felipe Assis, explicou como funciona o processo de curadoria do festival, as etapas. De acordo com Felipe, a curadoria é um lugar de mediação e colaboração. “Existem muitas possibilidades de curadoria, pode ser exercida de diversas maneiras, várias camadas de entendimento. A ideia de mediação pensa como construir contexto e ambientes e como propor maneiras das pessoas experimentarem conceitos e perceberam na obra empatia e similaridade. Já a colaboração ela está associada  as práticas artísticas.  Formei na escola de Teatro da UFBA, passei pela Aliança francesa, e cada lugar que passava, essas experiência me fez enxergar um tipo de curadoria e sobretudo a experiência artística . Então não posso pensar em uma curadoria em artes cênicas que elimine as praticas artísticas.

Os convidados falaram suas experiências à frente importantes projetos na área da dança. A coreografa, Fatima Suarez explicou a metodologia, processo de seleção do projeto Jornada da Dança. De acordo com Fatima, a jornada é um ambiente de estudos. “É o resultado de um processo de seleção que criamos que começa dentro da escola, com professores e alunos que vai para o curso de formação, atinge os alunos, dentro desse contexto temos o fórum de educadores, procuramos desenvolver um trabalho que crie vínculos com os educadores, trabalhamos com educadores de toda Bahia.

A fundadora do núcleo Viladança, Cristina Castro, falou sobre o processo de curadoria de cada ação do Viladança. Segundo ela cada atividade do festival tem um curadoria diferenciada. “Não é apenas pensar em espetáculo, mas pensar em várias atividades e tem uma curadoria diferenciada dentro da própria organização e estrutura. O festival tem espetáculos nacionais e internacionais que tem minha curadoria, onde tenho que está atenta ao momento e ao discurso. Já a mostra baiana de dança contemporânea, não é minha curadoria. Eu faço seleção de 3 profissionais que estão atentas as cenas locais para fazer uma seleção. A Mostra Casa de Aberta é uma grande celebração da dança que tem outro tipo de curadoria, que é um espaço muito mais técnico de produção. A batalha do break tem outra curadoria com todo regimento do hip hop, não é minha área, tenho que chamar especialistas, a batalha passa seleção de vídeos e seleção de jurados que não podem ser daqui tem que ser de fora, explicou.

EDITAIS

O diretor da escola de dança da Funceb,  Jacson, falou sobre o processo de seleção dos editais. Existem vários processos e ferramentas dentro do estado de seleção, através de edital, convocatória, processos curatoriais:  de seleção, levantamento, para  catálogos da dança. Esse processo de seleção por mais que tenha os critérios ele também é atravessado por uma relação complexa que se dá entre as propostas que são encaminhadas. A relação do proponente e sua equipe, os critérios que são estabelecidos e publicitados no edital e muito fortemente pela construção de uma comissão que vai avaliar todo esse conjunto, afirmou.

Para a estudante e  diretora da Revista Digital.Arte, Jaqueline Elesbão. A iniciativa do Abriu de realizar esse encontro demonstra o compromisso dos organizadores em tornar acessível diversos tipos de atividades. “O Bacana do “Abriu” é que existe de fato uma preocupação em atender não apenas os holofotes. Por exemplo, trazer esses curadores que tem nome, respaldos na cidade. Em outra circunstância seria quase impossível, porque quem tem acesso a esses curadores?. O Abriu com esse comportamento deixa claro que ele está aberto para quem não tem essa acessibilidade. O Abriu tem uma tentativa muito bem sucedida de não apenas mostrar a dança, o material cênico, mas tem a tentativa de discutir a problemática e tentar resolver”, afirmou a estudante do bacharel em artes Elesbão.

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